Marcio Lacerda: “A política não vai interferir no andamento de obras”

(Alessandra Nardini, Laura Las Casas, Marcel Beghini, Mariana Viotti e Nathan Godinho)

Candidato à reeleição pela coligação BH segue em frente e líder nas pesquisas de intenção de votos, Marcio Lacerda fala de sua carreira empresarial, da luta política durante o regime militar e dos seus anos de trabalho na equipe do ex-presidente Lula e do ex-governador Aécio Neves. Cauteloso quanto às questões políticas, Marcio faz questão de citar seu bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff – principal entusiasta de seu adversário Patrus Ananias (PT) – e o governador Antônio Anastasia e afirma: “o PT rompeu a aliança”.

Prefeito e candidato à reeleição Marcio Lacerda (foto: Marcus Desimoni)

Você vem de uma vasta experiência no setor privado antes de iniciar a carreira pública junto ao Ministério da Integração Nacional, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e a Prefeitura de Belo Horizonte. Como a experiência na iniciativa privada norteou suas ações no setor público? Você precisou adaptar-se à lógica do serviço público?

De fato, tenho uma experiência empresarial que foi muito enriquecedora em minha vida, mas eu sempre fui militante político. Minha história de vida está muito mais ligada ao idealismo político, às lutas pelas causas de interesse público. Fui estudante universitário em pleno regime militar. Eu fiz parte dos movimentos da juventude na luta por justiça social e pela democracia. Em plena década de 60, militei no Partido Comunista Brasileiro e, em seguida, participei da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Em 1969, fui preso pelo regime militar. Era um período de muitas dificuldades, com cerceamento de direitos básicos. Fui mantido como preso político por quatro anos. Depois, já em liberdade, tive boas experiências no setor privado. Porém, foi a minha história de luta pelas causas sociais que me levaram a ocupar os cargos de secretário-executivo no governo Lula e de secretário de Estado no governo Aécio Neves. No Ministério da Integração Nacional tive a oportunidade de ter uma visão ampliada das questões regionais e da necessidade de redução das disparidades nas diferentes regiões do país. Já a minha experiência na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico foi marcada por avanços significativos e a atração de cerca de R$ 30 bilhões em investimentos para Minas Gerais. Eu sou um idealista, acima de tudo. Esse idealismo foi minha principal bandeira durante toda a minha história de militância política. Portanto, sempre estive diretamente envolvido com as causas de interesse público, desde a minha juventude.

2) À frente do executivo municipal, você foi premiado com o título nacional de prefeito amigo da criança. No entanto, a adesão de jovens às drogas é um grande desafio em todo o país. O que fazer em Belo Horizonte para minimizar este problema?

Em relação às políticas públicas voltadas para criança e adolescente, muitas conquistas foram realizadas, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Esta premiação é uma iniciativa da Fundação Abrinq, principal instituição do país dedicada à proteção e promoção dos direitos da infância e da adolescência. É um reconhecimento aos esforços da nossa gestão para a promoção e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Reflete o nosso comprometimento à prioridade dada na atenção à criança e ao adolescente, com programas que se tornaram referência nacional. Este resultado é fruto de um trabalho sério, com dedicação de todos os servidores municipais, que de forma direta ou indireta trabalham diariamente com empenho e dedicação para cuidar cada vez mais das crianças e adolescentes. Obviamente, ficamos honrados com este reconhecimento, mas já traçamos muitos outros avanços para assegurar a qualidade de vida dos nossos jovens. No último dia 21 de agosto eu assinei o Pacto pela Juventude, que prevê inúmeras ações. O Pacto pela Juventude é uma proposição das organizações da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional da Juventude para que os governos federal, estaduais e municipais se comprometam com as políticas públicas de juventude em suas ações e programas. A parceria com o Governo de Minas, para a criação do Centro de Referência da Juventude, é outro grande avanço da minha gestão. Quanto ao consumo de drogas, sem dúvidas esta é uma questão que precisa ser enfrentada com empenho e a devida seriedade. Acolhimento, tratamento e reinserção social dos dependentes químicos estão entre os focos das nossas ações. Estas iniciativas serão executadas por meio do Programa Recomeço, criado em maio deste ano. Vamos investir R$ 15 milhões no programa, até julho de 2013. Os recursos serão aplicados na criação de dois Centros de Referência em Saúde Mental, Álcool e Drogas, no aumento do número dos chamados Consultórios de Rua, na ampliação de equipes de saúde mental, na criação de leitos especializados e na destinação de recursos para garantir vagas nas comunidades terapêuticas, entre outras ações. Os projetos, inclusive a criação do Programa de Atenção Domiciliar, Álcool e Drogas, compõem o meu Programa de Governo 2013-2016. A efetividade das políticas sobre drogas a serem executadas na cidade e a participação da população na administração pública municipal são fatores essenciais para buscarmos uma vitória da cidadania. A principal responsabilidade do poder público é elaborar políticas públicas consistentes, mas isso só será possível se formos capazes de realizar um trabalho efetivo em parceria com a sociedade. Eu me recordo com muito carinho que, no último dia 16 de agosto, recebi, durante uma reunião, representantes do Movimento Mães de Minas contra o Crack, grupo de ajuda mútua de mães e mulheres que lutam contra o vício das drogas e ajudam a livrar os filhos do crack. Na ocasião, recebi, por meio de uma carta, o reconhecimento destas mães pelo trabalho desenvolvido à frente da Prefeitura. Na carta, o Movimento Mães de Minas destacou a “coragem, compromisso, competência, dedicação, compromisso social e sensibilidade para fazer mais e melhor” que vêm sendo desempenhados pela minha administração nesta verdadeira cruzada contra as drogas. Neste encontro, houve manifestações espontâneas de mães e de jovens que superaram esta dificuldade. Foi um momento de emoção, que guardo com muito apreço e minha memória.

3) Os seus adversários o acusam de não ter dado a atenção devida às áreas social e cultural durante o seu mandato. Como você encara essas críticas? O que falta para Belo Horizonte nessas áreas?

O reconhecimento da população de Belo Horizonte é a mais clara demonstração de que os setores da saúde e da cultura passaram por inúmeros avanços nos últimos três anos e meio. A saúde é tema prioritário em minha administração e muitas ações ainda serão realizadas. Até o primeiro semestre de 2013, serão iniciadas as obras de sete novas UPAs, que são unidades de pronto atendimento que funcionam 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. Serão construídos também 73 novos Centros de Saúde e contratadas mais 78 Equipes de Saúde Bucal, chegando a 385. O número de Consultórios de Rua será ampliado de 4 para 11, garantindo pelo menos um em cada regional da cidade para atendimento a usuários de álcool e drogas em situação de rua. O Programa Saúde na Escola será implementado na rede estadual de ensino da capital. O programa já funciona em todas as escolas municipais. Até o segundo semestre de 2013, será inaugurado o Hospital Metropolitano do Barreiro. É o primeiro hospital municipal a ser inaugurado em Belo Horizonte nos últimos 70 anos. Além de atender a cerca de 300 mil habitantes de 80 bairros e vilas da região, o Hospital Metropolitano do Barreiro será referência em urgência e emergência para os moradores de toda a região Oeste da capital e de cidades vizinhas, como Contagem e Ibirité, reordenando o sistema de saúde da capital. O hospital terá mais de 300 leitos e uma média de 500 atendimentos diários, todos por meio de convênio com o SUS. Mensalmente serão 1.400 internações, 10 mil consultas especializadas e 700 cirurgias. Nós vamos incluir as políticas sobre drogas como uma das prioridades da política municipal de saúde pública. A minha proposta é envolver profissionais de várias áreas, com ações voltadas para a prevenção, tratamento, reabilitação e reinserção social e familiar para usuários de drogas. Será criado um Fundo Municipal de Políticas Sobre Drogas que vai auxiliar no financiamento dessas ações. Os pais vão contar, ainda, com um programa de aconselhamento pediátrico 24 horas por dia. O serviço tem o objetivo de prestar informações sobre os problemas de saúde mais comuns, esclarecer dúvidas sobre medicamento e encaminhar ao posto de saúde mais próximo, quando necessário. As atendentes serão profissionais de enfermagem, sob a coordenação de um médico. Serão implantados 6 centros especializados para tratamento de usuários de álcool e drogas, sendo 2 só para adolescentes. No caso da atenção à saúde da mulher, vamos implantar a maternidade de Venda Nova e construir a nova maternidade do hospital Odilon Behrens. Nos próximos quatro anos, vamos ampliar e fortalecer a rede de urgência e emergência, aprimorando o atendimento pré-hospitalar e hospitalar por meio de parceria com municípios vizinhos e governo de Estado, com a expansão do Consórcio de Urgência e Emergência e do Samu Regional. Também são metas do meu governo reduzir o tempo de espera para as consultas especializadas, aumentando o número de médicos na Prefeitura e na rede conveniada, e aumentar para 100 o número de Academias da Cidade, com atividades físicas para quem precisa, com acompanhamento profissional. Já em relação à cultura, a Belo Horizonte que queremos é uma cidade com espaço urbano seguro e de qualidade, onde se possa andar com segurança a qualquer hora e em qualquer lugar, com paz e tranquilidade. A democratização e descentralização da cultura e do acesso ao lazer são viabilizadas por meio de diversas iniciativas. Mais de 250 atividades gratuitas de lazer são oferecidas, por mês, à população nos 16 centros culturais espalhados pela cidade, além do Centro de Cultura Belo Horizonte. Em 2009, no aniversário da cidade, o Centro de Cultura Belo Horizonte foi entregue à população depois de passar por uma grande reforma. Por meio da Belotur, a Prefeitura criou o Edital de Seleção para Concessão de Subvenção a Eventos de Potencial Turístico. A iniciativa tem o objetivo de apoiar, incentivar e promover atividades que proporcionem oportunidades de visibilidade para a imagem turística de Belo Horizonte. Nestes três anos e meio da nossa gestão, a Lei de Incentivo à Cultura ganhou mais recursos e, além disso, novos programas contribuíram para o fortalecimento do setor. Os repasses da Lei de Incentivo à Cultura passaram de R$ 5 milhões, em 2008, para R$ 13 milhões em 2012. A revitalização e a conservação de espaços públicos também compõem o nosso conjunto de políticas públicas. No contexto da conservação de áreas de lazer, entre 2009 e 2011, promovemos a instalação de 4.551 novos pontos da iluminação pública em toda a cidade, substituímos 1.461 luminárias e lâmpadas na região da Lagoa da Pampulha, e instalamos 915 postes na ciclovia e pista de cooper da orla da Lagoa. Durante a minha gestão, o lazer e a cultura contaram com inúmeros investimentos para a promoção da vitalidade cultural de Belo Horizonte, a democratização do acesso, com os grandes festivais, os centros culturais, a ampliação e qualificação das bibliotecas. A Prefeitura realiza, incentiva e apoia mais de mil eventos gratuitos por ano nas praças, parques e outros locais da cidade, além dos espaços da Fundação Municipal de Cultura, como os centros culturais. Em 2011, nós promovemos o maior Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Belo Horizonte da história. Também na nossa gestão, o desfile das escolas de samba voltou a ser realizado no Centro, incrementando o Carnaval espontâneo com mais de 40 blocos pelas ruas da capital. Por fim, destaco a volta da Secretaria Municipal de Cultura como outro importante compromisso assegurado em nossa nova gestão. Eu entendo que a existência de uma secretaria para o setor facilita o diálogo com outras instâncias de governo, tanto em nível estadual quanto federal. Essa medida será fundamental para desenvolver ainda mais o setor cultural e as atividades de lazer como um todo em nossa cidade.

4) O atual vice-prefeito, Roberto Carvalho (PT), rompeu com você durante o mandato. Como é o seu relacionamento com o candidato a vice Délio Malheiros (PV)? Chegaram a bons consensos durante montagem do Plano de Governo, por exemplo?

O Délio representa, sem dúvidas, um grande ganho para a nossa campanha. Ele possui uma longa e reconhecida trajetória de luta na defesa dos direitos do consumidor, sempre foi um parlamentar atuante e exerce, com exemplar dedicação, seu mandato na Assembleia Legislativa. Délio possui sensibilidade, conhecimento e experiência política para exercer, com dignidade e muito trabalho, o cargo de vice-prefeito. Tenho absoluta convicção de que ele prestará serviços muito relevantes à população de Belo Horizonte. Durante toda a elaboração do Programa de Governo, Délio assumiu seu papel de liderança, com participação determinante na construção de cada uma das nossas propostas. Temos uma excelente relação. O deputado Délio Malheiros é um grande companheiro de luta, que honrará suas funções. Ao confiar seu voto em nossa coligação, tenho certeza que o eleitor de Belo Horizonte terá um vice-prefeito que cumprirá com afinco e dedicação cada palavra do juramento que, se Deus quiser, ele fará durante a cerimônia de posse, como vice-prefeito, no próximo dia 1° de janeiro.

5) Você vê algum prejuízo – não eleitoral, mas sim para a gestão da cidade – à partir do rompimento da aliança com o PT?

No campo do diálogo, não há qualquer prejuízo. Até porque o PSB manteve a coerência durante todo o processo. O PSB assumiu o compromisso de aceitar que o candidato a vice-prefeito fosse do PT. Cumprimos esse compromisso até o último momento e o PT chegou a indicar o candidato a vice. Contudo, em um dado momento das articulações, o PT decidiu romper a aliança construída em 2008. Nossa linha de conduta e de diálogo sempre esteve aberta e manteve a coerência. Por isso não qualquer risco ao sucesso da nossa gestão. Pelo contrário, os resultados são concretos e são percebidos no cotidiano das pessoas. Além disso, nesta campanha, a nossa coligação é formada por 19 partidos. Este é o maior arco de alianças da história da nossa cidade. Este apoio, não apenas de partidos políticos, mas, sobretudo, da população de Belo Horizonte, de entidades de classe e das instituições diversas, será fundamental para continuarmos a traçar novos avanços para nossa cidade.

6) Existe a possibilidade de você deixar a prefeitura para candidatar-se ao Governo do Estado?

Sou candidato à reeleição em Belo Horizonte, com o respaldo de 19 partidos, para continuar sendo prefeito da nossa cidade. Estou trabalhando muito pelo desenvolvimento de Belo Horizonte e quero continuar com este trabalho. Nos próximos quatro anos, se o povo de Belo Horizonte assim decidir, cumprirei com muito empenho e dedicação, meu mandato como prefeito. Meu compromisso com o eleitor é de uma gestão marcada por muita eficiência, muita seriedade no trato com a administração pública e, principalmente, muito trabalho na constante busca pelo aumento da qualidade de vida dos cidadãos. Nesses pouco mais de três anos e meio de governo, nós trabalhamos pelas pessoas e com as pessoas, para melhorar a nossa cidade. Os resultados concretos estão diante das pessoas e, tenho certeza, muitas conquistas ainda virão.

7) Como assegurar que a Copa do Mundo seja uma oportunidade de geração de legados importantes para a cidade, sem promover desperdício do dinheiro público?

A boa relação que temos com os governos estadual e federal faz com que Belo Horizonte seja hoje, reconhecidamente, a cidade com melhor desempenho no que diz respeito às obras e aos projetos que visam à realização dos grandes eventos esportivos. Tanto a Fifa quanto o Ministério dos Esportes reconhecem os trabalhos realizado em Belo Horizonte como os mais avançados do Brasil. Investimentos na área de mobilidade urbana, infra-estrutura e de desenvolvimento do turismo darão à nossa cidade papel de protagonismo durante a realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014, com segurança e em um clima de confraternização. Os desafios da mobilidade urbana, por exemplo, sempre foram enfrentados com planejamento e seriedade em minha gestão. O crescimento das grandes metrópoles, como é o caso de Belo Horizonte, exige comprometimento com o desenvolvimento sustentável. Com este foco, já está em fase de implementação o BRT, sigla para Ônibus de Trânsito Rápido. As vantagens do BRT, que tem capacidade para transportar 750 mil pessoas por dia, incluem a redução do tempo de espera e de viagem, mais conforto, confiabilidade e segurança, facilidade de acesso e menores custos. Além disso, trata-se de veículos modernos, de menor consumo, o que auxilia a preservação do meio ambiente. Essa é uma experiência bem sucedida em outros países. Também estão sendo implantadas ciclovias na cidade. A modernização do controle de tráfego e atividades de paisagismo também compõem o meu programa de governo. Ainda neste contexto, nós estabelecemos importantes parcerias e estamos realizando o maior programa de obras viárias da história de Belo Horizonte. Além do BRT, a conclusão da duplicação das avenidas Antônio Carlos, Pedro I e a ampliação do Boulevard Arrudas são obras focadas na melhoria da qualidade de vida da população. Nós também já asseguramos junto ao governo federal os recursos para ampliação do metrô de BH. Todo esse legado será herdado pela população de Belo Horizonte.

8) No acirramento da campanha eleitoral, o seu principal adversário, que é do mesmo partido da presidente da República, diz que com ele na prefeitura, fica mais fácil conseguir recursos para projetos importantes. Como o você vê isso? Como foi a relação da sua gestão com o Governo Federal e com o Governo do Estado?

É exatamente a nossa boa relação com o governador Antonio Anastasia e com a presidente Dilma Rousseff que assegura a atração de importantes investimentos para Belo Horizonte. Vivemos em uma República Federativa, onde os diferentes níveis de poder atuam de forma harmônica. Não existe atração de recursos através de negociação partidária. Os investimentos são garantidos a partir de projetos bem elaborados e de parcerias bem sucedidas. Mais do que isso, a nossa campanha não tem como base grandes apoiadores. Está muito claro para o eleitor quais são as nossas propostas. Até porque o meu partido, o PSB, integra a base de apoio da presidente Dilma. O eleitor é testemunha de que a nossa campanha está centrada no debate propositivo de ideias. As parcerias com o governador Anastasia e com a presidente Dilma já garantiram muitas obras e melhorias para a nossa população. Cada ação da prefeitura – seja por meio de grandes obras ou de programas, projetos e investimentos – tem como foco primordial a busca constante por melhorias na qualidade de vida dos cidadãos.

9) O Metrô é um projeto de 5 anos, o que significa que só será concluído no final do seu mandato. Se eleito, você deverá zelar pelo bom andamento e construção da via, mas muitos não lhe darão crédito por isso. Ainda assim, é importante que a prefeitura se responsabilize por essa construção, vital para a saúde da cidade. Como você planeja garantir o bom andamento das obras, mesmo não vendo-as concluídas em seu mandato? Como você vai sinalizar ao povo belorizontino, objetivamente, que eles terão seu metrô, não importa qual seja o jogo de forças partidárias de 2016?

Após anos de espera, o governo federal anunciou os recursos para a expansão da linha 1 do metrô e para a construção das linhas 2 e 3. Isso foi possível graças à qualidade das propostas elaboradas pela nossa equipe e que foram apresentadas pela prefeitura ao governo federal. Isso foi reconhecido pela própria presidente Dilma e acredito que muito em breve os recursos prometidos serão repassados. Este projeto é fruto de uma parceria bem sucedida entre a União, o Estado e a Prefeitura de Belo Horizonte, com participação do município de Contagem. Mais que uma promessa, esse é um benefício que já está saindo do papel. No último dia 03 de setembro foram iniciadas as sondagens geológicas para as obras de expansão e implementação de novas linhas de metrô em Belo Horizonte. No Centro, as obras são para a linha 3, que ligará a Savassi à Lagoinha, enquanto, no Barreiro, será construída a linha 2, que ligará o Calafate ao Barreiro. Os trabalhos são feitos com recursos da Prefeitura e do Estado. As sondagens têm como objetivo subsidiar os projetos de engenharia com informações sobre o subsolo. A previsão é que as obras de revitalização do metrô sejam concluídas em 4 anos, fruto dessa ótima parceria entre estado, União e município. O metrô terá capacidade para transportar 850 mil passageiros por dia. A expansão do metrô conta com investimentos de R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1 bilhão dos governos estadual, municipal e da iniciativa privada; R$ 1 bilhão do Orçamento Geral da União; e R$ 1,1 bilhão em financiamentos. Minha gestão é marcada por resultados concretos. Questões políticas jamais irão interferir no andamento de obras e projetos. A nossa expectativa é que, em quatro anos ou quatro anos e meio, o metrô seja uma realidade, beneficiando mais de 850 mil pessoas todos os dias.

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