Opinião – A causa do PCO

Autor: Felipe Rennó Gomes

No dia 30 de Setembro nossa colega Fernanda postou sobre a discrepância entre as candidaturas “nanicas” na campanha de BH em relação às super campanhas de Márcio Lacerda e Patrus. Candidatas competentes como Vanessa Portugal e Maria da Consolação não têm a mesma atenção da mídia, na maioria das vezes sendo apenas publicada suas agendas de campanha, sem levar em conta suas propostas e outras ações. A principal maneira com que o grande público conhece os planos destes candidatos são pelo programa eleitoral gratuito na televisão e rádio.

Tenho observado que o PCO é um partido que de duas uma: ou não ainda não entendeu como usar este espaço, ou então sabe, mas faz questão de usá-lo mal. Desde o início do programa, o partido tem dado uso a apenas uma reprodução, repetida à exaustão, que não fala quais são as propostas do partido, apenas mostra figuras nacionais do partido denunciando a “farsa” das eleições, com jogo de cartas marcadas e ajuda da imprensa “venal”. Nem sequer aparece o candidato de BH, Pedro Paulo, no minuto que o partido tem por dia, há apenas seu nome escrito na tela. No no dia reservado aos vereadores aparece o mesmo vídeo e os nomes e números de cada candidato aparecem imperceptivelmente no canto inferior da tela.

A qualidade do video é até superior ao que vimos em eleições anteriores, podemos admitir. Mas uma busca rápida pela internet mostra que foi feito apenas este video pelo diretório central do partido, e todas a capitais passam a mesma coisa. De diferente apenas o nome escrito de cada candidato em sua respectiva cidade. Não só nós de Belo Horizonte não sabemos qual é a cara do candidato do PCO, todo o resto do Brasil também desconhece quem pede o voto pelo partido operário (com exceção de São Paulo, único em que a candidata aparece brevemente). Não adianta o candidato culpar a “imprensa venal” por omitir sua candidatura, quando não consegue usar nem o horário eleitoral para mostrar seu rosto e dizer o que pensa sobre a cidade.

Se fizessem o mínimo esforço, poderiam até fornecer para jornais a agenda de campanha do dia seguinte, pois pelo menos isso os veículos de comunicação se prestam a informar. Nem isso o partido faz, como se comprova acompanhando diariamente estes jornais. Com isso realmente podemos concluir que é o próprio PCO é que não quer levar a sério as eleições. Faz candidaturas sistematicamente em todos os pleitos, não para tentar concorrer, apenas para explorar a lei eleitoral e levar “de graça” um minuto no horário nobre da tv e rádio para bradar sua raiva pelo capitalismo.

A maior proposta dada durante o programa é o pedido para que os trabalhadores não levem a sério as eleições, que as mudanças apenas virão com uma revolução. Muito estranho um partido se fazer valer de leis eleitorais para ganhar espaço na TV, e usá-lo pedindo para boicotar o processo democrático.

Grupo: Camila Bastos Ramos, Carmelita Maria Soares de Melo, Felipe Rennó Gomes, Fernanda Melo, Fiorenzano Reis, Judy Nemésio Lima Barros, Luisa Faria Pereira, Luiza Diniz Laraia

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Um pensamento sobre “Opinião – A causa do PCO

  1. Publiquei o post dia 1 de Outubro as 23:49, como determinado o prazo do post do dia. Mas parece que o WordPress está com diferença de fuso-horário e considerou como 2 de outubro as 2:49.
    reitero que este é o post do dia 1 de Outubro

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