Em sua primeira candidatura a prefeito de Nova lima, Anisinho ocupa o terceiro lugar nas pesquisas

Ex-secretário municipal de esportes e ex-presidente do Villa Nova, o candidato Anisinho estreia na disputa ao cargo de prefeito de Nova Lima e promete mudanças na cidade

Por Adriano Verly, Letícia Gloor e Maíra Oliveira

Anísio Clemente Filho, 55 anos, conhecido como Anisinho está na disputa pela primeira vez ao cargo de prefeito da cidade de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele é candidato pelo Partido Popular Socialista- o PPS. Anísio é o terceiro colocado nas pesquisas de opinião, atrás de Vitor Penido, do Democratas, e do Cassinho Magnani, do PMDB. Em seu discurso político, Anisinho diz que possui uma história política singular, diferente dos outros candidatos, e diz que fará diferente por Nova Lima nos próximos quatro anos, caso seja eleito.

O candidato nasceu e viveu toda a vida na cidade que fica há 15 quilômetros de Belo Horizonte. Lá ele conheceu todas as regiões do município, seu povo e suas necessidades. Ele foi secretário municipal de esporte durante seis anos e também presidente do Villa Nova por sete anos. Apesar de pouca experiência na gestão pública, ele garante estar preparado para governar a cidade. “Vivenciando a cidade de perto, surgiu o sonho de governar a minha cidade, para melhorar a qualidade de vida daqueles que mais precisam. Lembrando os ensinamentos do meu pai, quando queremos uma mudança, devemos fazê-la com as nossas próprias mãos, ao invés de esperar que os outros façam por você, assim surgiu esse sonho e esse ideal de transformar Nova Lima”, diz Anisinho, que apesar de ter apenas 5% das intenções de voto, afirma ter esperanças em ser eleito.

 Há alguns mandatos a prefeitura de Nova Lima é ocupada pelas mesmas coligações. Das últimas seis eleições, Vitor Penido foi prefeito três vezes, enquanto Carlinhos Rodrigues do PT foi eleito e reeleito nas duas últimas. Como o candidato petista já concluiu os dois mandatos consecutivos previstos pela lei, agora ele apoia a candidatura de Cassinho, pela coligação “Avançar com Nova Lima no coração”, que une PT e PMDB. Para Anisinho, o governo nas mãos de poucos, como ocorre em Nova Lima, é extremante prejudicial, pois afasta os jovens da política, já que sempre as mesmas pessoas ocupam os cargos do legislativo e do executivo. Essa concentração de poder prejudica a implantação de novas ideias, impedindo a inovação, já que os grupos fechados confortáveis com seus cargos, não têm motivação para batalhar para a melhoria da cidade e representar os verdadeiros anseios da população que lhes garantiu o poder. “Quero possibilitar que novas ideias e pessoas possam fazer com que Nova Lima cresça cada vez mais. Quero proporcionar além da mudança do cenário político, com renovação de ideias e ideologias “, afirma o candidato.

Mesmo que alguns eleitores vejam no candidato Anisinho uma opção inovadora, o sociólogo Carlos Magno Machado Dias afirma que um novo candidato à prefeitura, que não pertença aos dois maiores partidos da cidade, não representa necessariamente uma renovação significativa nos projetos para o município. Ele explica que mesmas pessoas quase sempre representam mesmos projetos, mas uma renovação nem sempre traz ideias novas. São necessários muitos ingredientes.  “Um candidato com uma proposta de mudança deve começar a desenvolver sua plataforma pelo menos dois anos antes das eleições. Precisa de uma competente assessoria e monitoramento constante. Do contrário vai ser sempre visto como um candidato fraco e suas propostas não serão levadas a sério”, afirma o cientista político.

Da mesma maneira que ser uma novidade no cenário eleitoral pode ser uma característica positiva para o candidato, isso também pode ser o motivo que vários eleitores optem por não votar nele. José Diamir da Costa e Luciana Costa são casados moram em Nova Lima há dez anos, mas seus candidatos serão diferentes. Diamir aposta no frescor de Anisinho. “Eu não nunca votei no Vitor. Iria votar no Cassinho por falta de opção, mas depois que conheci o candidato Anisinho, tive certeza de quem votaria”, diz Diamir sob risos de Luciana. Já a esposa não gosta da ideia de votar em alguém que ela ainda não conhece. “Meu marido conversou comigo para votar no Anisinho, mas eu não o conheço como político, por isso prefiro votar em quem já conheço e não tenho o que reclamar”, diz Luciana provocando o marido.

Atualmente Nova Lima passa por período de transição. Com o fechamento das mineradoras, a cidade precisa encontrar o seu futuro. Nova Lima hoje é uma cidade dormitório para a grande maioria dos moradores, uma cidade sem perspectiva de empregabilidade para os seus jovens, já que mineração está em declínio. Para Carlos, “a questão imobiliária e a mineração produzem impactos diretos sobre todos aspectos da vida na cidade”. Anisinho concorda e já tem proposta para tentar solucionar essa questão. “Precisamos descobrir o futuro da cidade, seja no ramo turístico, seja no ramo de tecnologia e da sustentabilidade, somente assim nossa cidade terá um futuro prospero para os seus próprios filhos, não se tornando uma cidade onde os pais serão órfãos de filhos vivos, já que a cidade não apresenta nenhuma perspectiva de futuro para seus jovens”.

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