Segurança é a principal preocupação para os moradores de Nova Lima

Nova Lima teve um grande aumento populacional nos últimos anos. A cidade passou de pouco mais de 64 mil habitantes no ano 2000 para cerca de 80 mil pessoas em 2010. Seja por um maior número de nascimentos ou por uma migração populacional, Nova Lima sofre as conseqüências desta expansão, considerada uma dos principais responsáveis pelo aumento da criminalidade, de acordo com o governo municipal.

A violência ocupa um lugar significativo na lista de preocupações dos brasileiros, tendo 65% dos votos. Para a população de Nova Lima, não é diferente. Segundo levantamento feito pelo site G1, 28% da população aponta a questão da segurança como uma das mais necessitadas de atenção do governo na cidade.

Joaquim Batista, morador do bairro Jardim Canadá, afirma que, na época em que era criança seu bairro era muito mais seguro. “Antigamente eu chegava em casa de ônibus tarde da noite e não tinha problemas. Hoje fico com medo de fazer esse tipo de coisa.” Ele conta que já teve um amigo assaltado em um bairro vizinho. A cidade, que é territorialmente muito maior que Belo Horizonte, precisa se adequar ás demandas dos novos moradores.

Vitor Penido, um dos principais candidatos ao cargo de prefeito, afirmou que pretende melhorar a iluminação pública e reforçar a vigilância em locais públicos. Já Cássio Magnani, conhecido como Cassinho, pretende, se for eleito, implantar cursos para a formação de guardas municipais, que realizariam um serviço de policiamento comunitário.

Já a área da saúde, é, para 12% da população de Nova Lima, a que precisa de mais atenção do próximo prefeito. Com apenas 16 postos de saúde, uma UPA e nenhum hospital de grande porte a população se sente insatisfeita com a situação. Alice Alcântara é moradora do município há sete anos, mas só passou a reparar na precariedade da saúde local quando engravidou, no último ano. “Fiz o meu pré-natal aqui, mas desde o começo sabia que não teria o acompanhamento da minha médica durante o parto, já que a cidade não oferecia um hospital apropriado para eu e minha filha”, relata a mãe, que teve uma gravidez complicada e teve que dar a luz na Maternidade Otaviano Neves, “sabia que seria um parto complicado, gostaria de ter tido minha médica ao meu lado”, completa.

Para tentar resolver problemas como o de Alice e de vários outros habitantes da cidade não faltam propostas entre os candidatos a prefeito. Cassinho, pretende ampliar o atendimento do SAMU, criar três novas unidades básicas de saúde e implantar uma unidade de pronto atendimento (UPA) 24 horas. Vitor Penido, tem propostas na mesma linha, ele também pretende criar uma nova UPA e reestruturar os serviços de urgência e emergência.

 Por Alana Fernandes, Júlia Martins e Luiza Salles

 

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